Artigo 17

Super-heróis

19 de setembro de 2026

Experiência

Ao longo da minha vida, passei por diversas experiências, nem todas boas, em que precisei tomar decisões, assumir responsabilidades e resolver coisas que interessavam principalmente a mim.

Se precisasse de ajuda, teria a quem recorrer, pedir uma orientação, ouvir uma opinião. Mas tudo começava comigo. O primeiro passo precisava ser meu.

Nem sempre é fácil.

Em muitos momentos, é preciso decidir mesmo sem ter certeza absoluta. Faz parte da vida enfrentar situações em que, apesar do medo, precisamos seguir em frente.

Talvez por isso seja tão importante aprender desde cedo a tomar decisões, resolver problemas e assumir as consequências das próprias escolhas.

Tenho inúmeras experiências em que algum problema apareceu e eu simplesmente precisei resolver. Muitas vezes, as pessoas ao redor nem perceberam o que estava acontecendo.

Nenhum super-herói apareceu para resolver tudo por mim.

Aliás, talvez eu seja o meu próprio super-herói.

Decisão e responsabilidade pessoal

Afinal, ninguém me conhece mais do que eu mesmo. Eu sei o que preciso, o que gosto, o que me preocupa e o que quero para a minha vida. Ninguém vive vinte e quatro horas ao meu lado.

Mas até super-heróis precisam de ajuda.

Lembro de uma notícia em que um homem caiu no vão entre a plataforma e um vagão de trem. O alerta foi dado, o vagão permaneceu parado e várias pessoas que estavam na estação se juntaram para empurrar sua lateral.

Uma pessoa sozinha não conseguiria.

Mas todos juntos fizeram força.

A soma do esforço de cada um criou espaço suficiente para que o homem fosse resgatado.

Pessoas unidas ajudando em uma situação de emergência

Era um dia comum.

Pessoas comuns estavam apenas começando sua rotina.

E, de repente, naquele mesmo lugar, havia vários super-heróis.

Nenhum com capa.

Nenhum com poderes especiais.

Apenas pessoas que perceberam que, juntas, podiam fazer aquilo que uma sozinha não conseguiria.

Reflexão

Talvez tenhamos crescido com uma ideia errada sobre super-heróis.

Nos filmes, eles aparecem quando alguém está em perigo e resolvem tudo.

Na vida real, quase nunca funciona assim.

Muitas vezes, o primeiro super-herói que precisamos encontrar somos nós mesmos.

Somos nós que precisamos levantar, decidir, tentar, pedir ajuda e dar o primeiro passo.

Mas ser responsável pela própria vida não significa fazer tudo sozinho.

Ajuda mútua e força coletiva

Há problemas que conseguimos resolver por conta própria.

Outros exigem orientação.

E existem aqueles em que somente a força de várias pessoas juntas é suficiente.

Talvez o verdadeiro superpoder não seja conseguir fazer tudo sozinho.

Talvez seja saber quando agir por conta própria e quando estender a mão — para pedir ajuda ou para ajudar alguém.

Porque, em certos momentos, uma única pessoa pode fazer a diferença.

Em outros, é a soma de muitas pessoas que torna o impossível possível.

Pergunta

Em que momento da sua vida você precisou ser o seu próprio super-herói?


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Silvio Lima

Autor do Alimentar a Alma.

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